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FBI acusa Coreia do Norte por roubo bilionário na Binance

Corretora afirma que 90% dos US$ 6,3 bilhões já foram repostos com fundos próprios e que ativos de brasileiros não foram afetados.

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FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da história

A invasão cibernética que drenou cerca de US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões) da Binance foi atribuída oficialmente à Coreia do Norte pelo Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI). A ofensiva relâmpago, concluída em cerca de 20 minutos, é apontada como a maior fraude digital já registrada em toda a história do setor de criptoativos.

Ação rápida e lavagem de capitais via Ethereum

Segundo os relatórios da agência norte-americana, a invasão foi executada pelo TraderTraitor, um grupo hacker patrocinado diretamente pelo regime norte-coreano. Para apagar os rastros do montante desviado, os invasores passaram a converter o capital roubado em tokens na rede Ethereum e a recorrer a ferramentas descentralizadas de conversão imediata. Para conter o fluxo financeiro ilícito, as autoridades americanas pediram às plataformas de negociação globais que bloqueiem imediatamente os endereços vinculados aos criminosos.

O incidente repercutiu no alto escalão político dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump confirmou o acompanhamento do caso e comentou sobre a complexidade das ameaças digitais:

“Você sabe como era antigamente, quando você assinava um cheque e o sacava? Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro. Então, sempre achei isso um pouco perigoso”, afirmou.

Ressarcimento de perdas e impacto no mercado brasileiro

Diante do ataque, a Binance comunicou que já conseguiu restaurar 90% de todo o capital subtraído por meio de recursos de seu próprio caixa, garantindo que continuará aportando reservas financeiras até zerar o prejuízo. Dez das moedas digitais afetadas, grupo que inclui bitcoin (BTC) e ether (ETH), já tiveram sua cobertura normalizada em 100%.

No Brasil, a empresa destacou que as aplicações dos clientes permaneceram intactas por estarem alocadas em cold wallets — dispositivos de armazenamento a frio que mantêm as chaves criptográficas fora da internet, dificultando invasões remotas —, embora os saques na exchange tenham sido suspensos momentaneamente por precaução. A corretora também reforçou que cumpre as normas do Banco Central brasileiro em vigor desde fevereiro, que determinam a segregação estrita entre os recursos da instituição e os dos depositantes.

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