A presença cada vez mais constante de dispositivos móveis no cotidiano infantil e juvenil transformou a forma de acesso aos jogos de azar. O que antes exigia deslocamento físico até máquinas caça-níqueis ou bingos agora está a um toque na tela do celular, trazendo consequências graves para a saúde mental e a estabilidade financeira de famílias brasileiras.
Adolescentes no radar das plataformas digitais
A exposição precoce a esses mecanismos tem feito com que a busca por tratamento aconteça em faixas etárias cada vez mais baixas. O relato vem de Luiz Carlos*, membro da irmandade Jogadores Anônimos, que nota uma alteração drástica no perfil de quem procura assistência:
“Hoje quem chega à irmandade é muito jovem. Já chegou até de 14 anos acompanhado pelo psiquiatra. Mas chegam jovens de 15, 16, 19, 20 anos, até 30







