Com uma atuação contundente no estádio Jorjão, o Novorizontino superou o Goiás por 3 a 0, chegou aos 54 pontos e retomou a vice-liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. A vitória consolidou o momento favorável da equipe paulista no G-4 e confirmou o elenco como dono do ataque mais produtivo da competição, agora com 52 gols anotados.
Eficiência ofensiva e postura agressiva
Mesmo registrando índices inferiores de posse de bola em relação ao rival, o time comandado pelo técnico Enderson Moreira apostou na objetividade. Para o treinador, a equipe construiu jogadas suficientes para alcançar um placar ainda mais elástico:
— “O resultado foi muito merecido, embora tenhamos levado um pouco dessa angústia até o final. No começo do segundo tempo, tivemos pelo menos três ou quatro chances para construir antes a diferença que acabou acontecendo. O Tadeu fez defesas extremamente importantes e nós também perdemos ótimas oportunidades.”
O técnico fez questão de ressaltar a proposta ofensiva da equipe:
— “Independentemente dos resultados, nossa equipe constrói muitas possibilidades de gol. Estatisticamente, tivemos muito menos posse de bola, mas fomos muito mais objetivos. É nossa forma de jogar. Temos a bola, mas queremos agredir e chegar ao gol. Não somos uma equipe que joga apenas em contra-ataque.”
Identidade tática e a importância do saldo de gols
A vocação para agredir as defesas adversárias foi apontada por Enderson como um padrão histórico de suas equipes, aspecto que se torna ainda mais decisivo nos critérios de desempate da reta final do torneio.
— “É a forma como enxergo o futebol. Se pegar minhas equipes, são times que fazem gols, que jogam para fazer gols. Temos nossas precauções, mas somos muito ofensivos e verticais. Temos a posse querendo abrir espaços no adversário e criar situações de finalização. Também chegamos muito pelos lados, atravessamos e cruzamos bastante a bola.”
— “Temos números muito significativos ofensivamente. Quando conseguimos uma boa eficácia, transformamos esse volume em resultado. É aquilo que sempre queremos: bons resultados para permanecermos na frente e temos que lembrar que o saldo de gols é um dos critérios de desempate, então também estamos muito bem nesse aspecto.”
Espaços explorados e ajustes na criação
O comportamento do adversário também favoreceu o estilo veloz dos mandantes, permitindo a transição rápida assim que a bola era recuperada:
— “Vai muito da postura do adversário, já que muitas equipes vêm aqui para não perder e é difícil construir. Contra o São Bernardo tivemos oportunidades, mas talvez não tão claras como hoje. A postura do Goiás é diferente, eles querem ter a bola desde trás e, quando roubávamos, encontrávamos espaços para atacar.”
— “Acho que também melhoramos nesse aspecto. Fomos muito mais agressivos no último terço, com movimentos de profundidade, cruzamentos e finalizações. Vamos ajustando essas coisas porque sabemos que, para buscar o acesso, precisamos fazer tudo muito bem feito.”
Sintonia com a torcida e foco na decisão
Enderson Moreira aproveitou para elogiar o comparecimento da torcida e reforçou o pedido de serenidade nas arquibancadas em momentos de oscilação dentro das partidas:
— “Quero agradecer muito ao torcedor que veio hoje. Era um horário muito difícil para comparecer, e eles vieram, nos ajudaram, apoiaram e incentivaram. Precisamos muito desse apoio.”
— “Às vezes as coisas não acontecem como todo mundo deseja e o resultado não sai da forma que todos imaginam. Precisamos ter um pouco de paciência para não deixar o jogador mais ansioso ou nervoso, porque ele pode acabar tomando decisões equivocadas. Precisamos de tranquilidade para que eles consigam tomar as melhores decisões nesses momentos importantes.”
De olho no acesso, o treinador enxerga a sequência contra adversários diretos como um cenário positivo para os objetivos da agremiação:
— “Teremos mais confrontos diretos. São jogos dificílimos, mas, ao mesmo tempo, dependemos







