A seleção brasileira feminina entra em campo nesta terça-feira, às 20h30, para disputar o segundo clássico contra a Argentina nesta Data Fifa. O duelo na Arena de Pernambuco terá novidades táticas e na escalação montada pela comissão técnica após um curto período de preparação.
Novidades na escalação e desfalques médicos
O técnico Arthur Elias volta a comandar a equipe na beira do gramado, após definir como “horrível” a experiência de ficar fora da área técnica na partida anterior realizada no Beira-Rio. Além do próprio comandante, três atletas que cumpriram suspensão voltam a ficar à disposição e tendem a começar jogando: a defensora Tarciane e as atacantes Bia Zaneratto e Kerolin.
Por outro lado, o grupo sofreu baixas por questões médicas. A lateral Bruninha rompeu o ligamento do joelho direito, enquanto a meio-campista Angelina sofreu uma fratura no nariz. Mesmo fora do jogo, Bruninha seguiu junto à delegação na capital pernambucana para realizar o tratamento e marcou presença nas atividades internas.
– A ausência sim é um problema, Bruna sempre agregou muito para nosso grupo, tem uma história aqui de liderança, muito tempo na base, foi para a Copa, tem um histórico grande comigo. A gente vai estar presente para ela sempre e para outras jogadoras, e também a gente levar isso como algo que não é só nossa Seleção.
– Ela está muito bem participou das reuniões, incrivelmente. Nunca tinha visto isso, da atleta cumprir. Cumpriu com o cronograma da equipe, perguntou, conversou, contribuiu, e esse é o ambiente que a gente quer: pessoas que contribuam ao máximo dentro de suas possibilidades. A gente ficou muito triste, óbvio, mas as opções vão ser sendo encontradas até a Copa.
Projeção de jogo e controle da posse de bola
Apesar de manter a confirmação dos onze titulares sob sigilo, o treinador adiantou o que pretende ver do time diante da postura defensiva e da intensidade das adversárias sul-americanas.
– Acho que seria ingenuidade dividir antes do jogo, mas acho que vai ser um jogo diferente, preparei o time para isso, e se não for exatamente como a gente está prevendo, o time sabe ajustar ao longo do primeiro tempo – disse Arthur Elias, nesta segunda-feira.
– Vai ser um jogo disputado, ora alternado por dominância nossa no campo ofensivo, com duelos da Argentina marcando alto. Se tornou padrão e não dá muito tempo de mudança por característica.
– O que espero é conseguir fazer um jogo mais dominante, mais claro com a posse de bola e sem perder nossa identidade e modelo de jogo nos encaixes assim que a gente perde a bola.
Retorno a Pernambuco com modelo consolidado
Esta é a segunda passagem do trabalho de Arthur Elias pelo gramado da Arena de Pernambuco. O estádio recebeu o Brasil em amistoso contra a Jamaica em junho de 2024, quando o elenco ainda passava por ajustes iniciais de padrão tático.
– Essa equipe acho que está mais pronta em termos de entendimento, do modelo de jogo, de unidade, construímos nossa unidade mais nas Olimpíadas, que foi importante. Foi uma ruptura mesmo. Difícil esse processo.
– Contra a Jamaica, a gente tinha mais incertezas do que uma certeza. Agora é uma Seleção com uma identidade mais forte, jogadoras com total entendimento, a estrutura da equipe é bem mais pronta e isso faz ser mais feliz. Nesse quesito a gente está melhor.







