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Venda de Allan ao City: Justiça cobra contratos do Palmeiras

Decisão judicial envolve repasses ao Figueirense, que enfrenta dívida milionária e tem créditos disputados por múltiplos credores.

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Por que o Palmeiras precisa apresentar à Justiça detalhes da venda de Allan ao Manchester City

O Palmeiras terá de apresentar à Justiça documentos e detalhes financeiros da transferência do atacante Allan para o Manchester City. A determinação judicial não decorre de qualquer irregularidade cometida pelo clube alviverde, mas sim de uma cobrança contra o Figueirense, que possui direitos econômicos a receber pela negociação.

Origem do imbróglio e a retenção de valores

O time paulista não figura como réu na ação. O envolvimento ocorre unicamente porque o Figueirense manteve uma fatia de 10% sobre o atacante, tornando-se credor de repasses que agora estão sob a mira de cobranças judiciais. A disputa principal foi aberta em 2020 pela empresa M&F Investimentos e Participações S/A, cuja dívida cobrada do clube catarinense alcança R$ 8.984.202, segundo atualização de janeiro de 2025.

A pedido da empresa, a Justiça paulista autorizou o bloqueio de R$ 5,9 milhões destinados à equipe de Florianópolis. Além da M&F, há outros interessados nos mesmos recursos: o Athletico e os autores de um processo trabalhista também reivindicam os créditos. Diante do conflito de interesses entre credores, a juíza Marcella Leal Restum determinou que o Verdão retenha qualquer quantia até nova deliberação oficial.

Cifras da negociação com o Manchester City

A transação de Allan foi fechada por uma composição global de 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 240 milhões na cotação do período), somando metas e valores fixos. Do montante garantido, 37.416.960,00 euros foram divididos em quatro parcelas anuais com conclusão acertada em 1º de setembro de 2026.

O Palmeiras detém 90% da operação, fatia ampliada após pagar R$ 1,6 milhão por mais 20% dos direitos em 8 de maio de 2025, antes da Copa do Mundo de Clubes. O Figueirense permaneceu com 10% líquidos proporcionais a cada cota paga pelos ingleses, além de uma bonificação contratual de R$ 750 mil, cujo depósito previsto para setembro de 2026 já se encontra barrado por ordem judicial. Essas cifras não interferem no repasse referente ao Mecanismo de Solidariedade da Fifa.

Documentos exigidos e postura do Palmeiras

Por solicitação do Athletico acatada pela magistrada, o time alviverde precisará anexar aos autos os vínculos celebrados em 23 de janeiro de 2019, data da contratação inicial do jogador, e o termo de maio de 2025 relativo à aquisição dos 20% adicionais. A prestação de contas deve especificar:

  • O recebimento ou não da parcela agendada para 2 de outubro e a quantia exata;
  • O saldo líquido recebido e o montante correspondente aos 10% do Figueirense, já aplicadas as deduções;
  • A situação atualizada do bônus de R$ 750 mil;
  • A totalidade dos valores retidos sob ordem judicial.

Embora ainda aguarde a citação formal, o Palmeiras indicou que atenderá integralmente às solicitações da Justiça, resguardando apenas as cláusulas de confidencialidade pactuadas com o Manchester City. A diretoria segue acompanhando o caso para saber a quem direcionar o dinheiro legalmente e já comunicou ao Figueirense que os repasses permanecem travados pelas ordens vigentes.

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