O cineasta Luca Guadagnino provocou reações intensas no circuito cinematográfico ao apresentar sua nova empreitada no Festival de Veneza: uma produção monumental intitulada “Joie de Vivre”, dedicada a dissecar a trajetória de Bernardo Bertolucci.
Uma maratona cinematográfica dividida em duas sessões
Com uma duração impressionante de sete horas e quinze minutos, o projeto propõe uma experiência que desafia a resistência física dos espectadores. Para viabilizar a exibição nas salas de cinema, o documentário precisou ser dividido em duas partes: a primeira conta com quase três horas e meia, enquanto a etapa complementar ultrapassa quatro horas de projeção.
Entre o rigor da pesquisa e o cansaço na sala escura
A magnitude da metragem reflete a abordagem escolhida pelo realizador. Trata-se de um estudo de fôlego invejável, apaixonado e sustentado por uma reconstituição biográfica e histórica minuciosa, que mergulha sem pressa na relevância artística de Bertolucci.
Contudo, a ambição extrema da obra resulta em um paradoxo para quem assiste. Ao mesmo tempo em que desperta admiração pelo preciosismo do conteúdo e pela profundidade com que trata o biografado, o filme também gera desconforto pelo excesso de tempo em tela, exigindo uma dedicação quase inacessível para o público comum.







