Em uma articulação política sem precedentes no segmento literário nacional, um grupo formado por cerca de 60 livrarias de todo o país decidiu declarar formalmente voto na candidatura de Lula (PT) na disputa pela Presidência da República.
Mobilização do setor livreiro na corrida eleitoral
A coalizão de lojistas atua de maneira conjunta para manifestar publicamente a preferência eleitoral em oposição direta ao concorrente Flávio Bolsonaro (PL). A postura marca um posicionamento explícito dos estabelecimentos comerciais durante o segundo turno das eleições, reforçando o alinhamento de livreiros com pautas culturais e democráticas.
Silêncio das entidades representativas
Diferentemente da atitude tomada pelos comerciantes de livros, as entidades formais que representam o mercado editorial brasileiro optaram por se manter neutras. As instituições do setor não publicaram manifestações oficiais de suporte a nenhum dos dois concorrentes que disputam o comando do Palácio do Planalto.
A tomada de posição coletiva dessas dezenas de livrarias reflete o termômetro político que envolve os agentes da cultura e do mercado editorial, expondo divisões entre a ação dos livreiros e a discrição adotada pelos órgãos de representação da categoria.







