A corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto ganhou ritmo intenso no sábado (19), com os postulantes ao cargo máximo do Executivo cumprindo compromissos em várias regiões do país. As viagens e aparições públicas colocaram em evidência divergências profundas sobre temas econômicos, regulamentação de serviços digitais, segurança pública e fortalecimento da rede hospitalar.
Propostas para apostas online e sistema prisional em Santa Catarina
O estado catarinense foi palco de discursos centrais na disputa. Em Florianópolis, Lula (PT) aproveitou ato público para condenar a atuação das plataformas de palpites esportivos, alertando para os impactos financeiros sobre as famílias brasileiras. O postulante à reeleição criticou a influência da publicidade no setor:
“O país proíbe briga de galo, passarinho, cassino, mas as bets entram na nossa casa pelo celular e tem muita gente que não consegue parar de apostar porque as propagandas os induzem a acreditar que vão ganhar. Se depender da minha vontade, eu quero acabar com as bets”, disse.
Ao rebater manifestações de agremiações esportivas contrárias à restrição das apostas, Lula sustentou que os clubes não devem depender de tais recursos às custas dos torcedores, direcionando críticas a canais televisivos e influenciadores digitais:
“Os times de futebol fizeram uma carta essa semana dizendo que, se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol. É mentira, porque o São Paulo foi três vezes campeão do mundo sem ter a bet, assim como também foram campeões o Flamengo, o Corinthians, o Internacional, o Grêmio, a Seleção Brasileira”.
Em Joinville, Flávio Bolsonaro (PL) elogiou os índices socioeconômicos locais ao classificar a unidade federativa como “é a prova do Brasil que deu certo”. Em sua fala, o candidato exaltou os moradores:
“O povo de Santa Catarina é um povo trabalhador, um povo produtivo, um povo que tem a mentalidade de correr atrás pelos seus méritos”, destacou Flávio.
O representante do PL defendeu ainda nacionalizar os métodos prisionais catarinenses por meio de convênios com o setor privado voltados à ressocialização de apenados:
“Tem um programa junto aos presos de menor periculosidade aqui e, todos os que querem trabalhar, conseguem emprego. Temos que ter uma parceria do sistema penitenciário junto a empresas para que esses egressos do sistema penitenciário trabalhem, paguem pela sua estadia. Mas, também, saiam daqui com uma profissão e reduzam a taxa de reincidência”, avaliou.
Desregulamentação de negócios e diagnóstico precoce no Sudeste
Em Contagem (MG), Romeu Zema (Novo) centrou seu discurso no incentivo aos pequenos empreendedores e na redução da interferência estatal antes do início das atividades comerciais:
“Quero que tenhamos, no Brasil, o mesmo que fizemos em Minas Gerais: confiar no empreendedor. Que ele passe a operar e, depois, o Estado fiscaliza. Hoje, parte-se do princípio de que ele é um criminoso, que o estabelecimento dele tem que ser aprovado antes dele começar a funcionar. Sou totalmente contrário”, comentou o ex-governador mineiro.
Zema defendeu a simplificação burocrática para aberturas de pontos comerciais e alertou sobre o impacto do endividamento:
“Se alguém quiser abrir uma lanchonete, que abra. Aí, então, o Estado vai lá e fiscaliza. Se não estiver adequado, fecha. Hoje, às vezes, ele fica aguardando por meses para alguém ir lá fazer uma vistoria”, acrescentou.
O político também pontuou que o encargo prod







